Leucemia: os sinais que o corpo dá e por que procurar um hematologista pode salvar vidas
Entenda os sintomas, cansaço, febre e manchas roxas: quando sintomas comuns podem indicar leucemia. Procure Médico Hematologista.
11/12/20252 min read
Leucemia: sintomas, diagnóstico e importância do acompanhamento médico hematologista
A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas e tem origem na medula óssea — o tecido responsável pela produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Ocorre quando há uma proliferação anormal e descontrolada de células imaturas (blastos), que comprometem a produção normal das demais células do sangue.
Existem diferentes tipos de leucemia, classificados de acordo com a velocidade de progressão (aguda ou crônica) e o tipo de célula afetada (linfóide ou mieloide). As formas mais conhecidas incluem.
Leucemia Mieloide Aguda (LMA);
Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA);
Leucemia Mieloide Crônica (LMC);
Leucemia Linfocítica Crônica (LLC).
Sintomas: quando suspeitar de leucemia?
Em muitos casos, a leucemia pode ser assintomática nos estágios iniciais e descoberta de forma incidental em exames de rotina. Quando os sintomas se manifestam, costumam ser inespecíficos, ou seja, podem ser confundidos com outras doenças. No entanto, alguns sinais devem chamar atenção, especialmente quando persistentes ou sem causa aparente:
Cansaço excessivo e fraqueza: decorrentes da anemia pela redução de glóbulos vermelhos;
Hematomas e sangramentos espontâneos: como sangramento nasal ou gengival, resultado da diminuição de plaquetas (trombocitopenia);
Febre, sudorese noturna e perda de peso inexplicada: sintomas chamados “constitucionais”, comuns em doenças hematológicas malignas;
Dores ósseas ou articulares: devido à infiltração da medula óssea por células leucêmicas;
Aumento de linfonodos, fígado ou baço (linfadenomegalia e esplenomegalia): perceptíveis em alguns tipos de leucemia, especialmente as crônicas.
É importante lembrar que esses sintomas não confirmam a presença de leucemia, mas justificam avaliação médica de hematologista, para investigação adequada.
Diagnóstico: como é feita a confirmação
Diante da suspeita clínica, o hematologista é o especialista responsável pela investigação e confirmação diagnóstica. O primeiro exame solicitado costuma ser o hemograma completo, que pode mostrar alterações no número e na morfologia das células sanguíneas.
A análise de um esfregaço de sangue periférico pode levantar a hipótese de leucemia, especialmente quando são observadas células imaturas (blastos) circulando no sangue.
Para confirmar o diagnóstico e definir o tipo de leucemia, realizam-se exames específicos, entre eles:
Mielograma e biópsia de medula óssea: permitem avaliar diretamente a medula e caracterizar o tipo celular envolvido;
Imunofenotipagem: identifica o tipo de célula leucêmica por meio de marcadores específicos na membrana celular;
Citogenética e biologia molecular: detectam alterações cromossômicas e genéticas que ajudam a classificar a leucemia e guiar o tratamento.
No caso da Leucemia Linfocítica Crônica (LLC), muitas vezes não é necessária a punção da medula óssea, sendo o diagnóstico estabelecido por imunofenotipagem do sangue periférico e exames de imagem para avaliação do comprometimento linfonodal e esplênico.
Considerações finais
O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado de um médico hematologista são fundamentais para o sucesso do tratamento da leucemia. Avanços científicos nas últimas décadas têm melhorado significativamente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes, com terapias-alvo e imunoterapias cada vez mais eficazes.
Ao perceber sintomas persistentes, procure um médico hematologista. A detecção precoce pode fazer toda a diferença.
Dra. Elaine Mancilha
Médica Hematologista – CRM/SP 139946 | RQE 66369
Médica hematologista, professora, pesquisadora e doutora pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com ampla experiência nas áreas de Hematologia, Onco-hematologia e Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas.
